Agência Brasil
A Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil pela violação dos direitos às garantias judiciais e à proteção judicial no caso da morte do agricultor Sétimo Garibaldi, 52 anos, ocorrida há onze anos, durante um confronto no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na Fazenda São Francisco, em Querência do Norte, noroeste do Paraná.
Na sentença, divulgada na tarde de hoje (9), em Curitiba, pelos movimentos sociais: Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra, MST, Terra de Direitos e Rede Nacional dos Advogados Populares, o país foi considerado culpado pela não responsabilização dos envolvidos no assassinato de Garibaldi.
A Corte alegou que o caso expõe a parcialidade do judiciário no tratamento da violência no campo e aponta falhas das autoridades brasileiras em combater milícias formadas por fazendeiros. Observa também a morosidade da polícia e da Justiça.
Como forma de reparação, a OEA obriga o estado a publicar trechos da sentença no Diário Oficial da União, em outro diário de ampla circulação nacional, e em um jornal de ampla circulação no Paraná, além da publicação da íntegra da sentença por um ano em uma página web oficial da União e do Paraná.
O Brasil será obrigado a indenizar a viúva e os filhos de Garibaldi por danos morais e materiais e por custos com o processo judicial. Uma série de irregularidades é apontada no processo, como suspeitas de parcialidade e conivência de autoridades. A sentença sugere que sejam investigados e punidos todos os funcionários públicos envolvidos no inquérito, arquivado com falhas graves.
O filho de Garibaldi afirma que nunca foi intimado a depor, sendo que foi ele quem socorreu o pai e comunicou o crime à polícia. Ele conta que eram cinco horas da manhã do dia 27 de novembro de 1998, quando ouviu o barulho de um caminhão. Muitos carros chegaram ao acampamento e homens encapuzados começaram a atirar contra os sem terra. Ele e a esposa com o filho nos braços, se esconderam num curral, mas depois se juntaram aos outros e permaneceram deitados, a mando dos homens que afirmavam serem policiais, com ordens para desalojá-los. Depois que os homens foram embora, ele encontrou o pai caído de bruços, em frente ao barraco. Garibaldi foi baleado pelas costas na altura da coxa e morreu a caminho do hospital.
A viúva de Garibaldi, Iracema Garibaldi, relatou que “nosso sonho era comprar um pedaço de terra, sempre trabalhamos em terra que não era nossa. Nosso sonho custou a vida do meu marido. Com a indenização vamos comprar a terra, mas queremos justiça, quem fez isso tem que pagar. Hoje vivemos num assentamento, mas assustados, com medo que isso possa se repetir”.
Para Andressa Caldas, a sentença não é motivo de comemoração e só terá sentido se servir como finalidade didática, para que o Brasil não repita tais violações. “Que se modifique a forma como se tratam crimes cometidos contra trabalhadores e que se agilize o processo de reforma agrária”.




3 comentários
E os crimes cometidos pelo mst? Quando vão a julgamento:
Crimes como assassinatos em Pernambuco e aqui no Paraná (caso ademar alves em Bituruna), destruição de centros de pesquisa públicos e particulares e desmatamento, aliás neste caso temos um exemplo aqui mesmo no Paraná:
http://www.las.pucpr.br/anderson/arquivos/Flora%20devastada%20pelo%20MST.pdf
Denúncia acima está contida em estudo do ecologista Flávio Olmos apresentado durante o 5º Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, ocorrido em Foz do Iguaçu.
O ambientalista oficializou apenas aquilo que todos sabemos na Amazônia, ou seja, a de que os assentamentos são hoje os grandes responsáveis pelos impactos ambientais envolvendo incêndios e exploração ilegal de madeira e plantas.
O ataque às áreas de preservação assustou o estudioso ao constatar que as propriedades consideradas ‘improdutivas’, segundo o conceito legal, não são os únicos alvos de invasões por sem-terra. “Áreas que deveriam ser conservadas, como reservas legais, são um alvo freqüente”, diz.
O estudo de Flávio Olmos repercute em todos os segmentos devido a riqueza de documentação apresentada. Ele destaca a destruição ocorrida na área nativa da antiga Fazenda Araupel (PR), antes constituída de floresta com araucária numa extensão de 33.254 hectares. Com a chegada do MST, no período de 1996 a 2002, diz o ecologista, os sem-terra dizimaram 10 mil hectares da floresta e deixaram o restante gravemente degradado. ‘Foi o maior desmatamento identificado pela ONG SOS Mata Atlântica em seus 18 anos de história’, sentencia o estudioso.
O MST TEM IMUNIDADE JURIDICA. NÃO RESPONDE POR CRIME NEHUM. O LULA E TODO O PT,, TODOS AS LIDERANÇAS DO PT, DEFENDEM ELES COM GARRA, POR MAIS CRIMES QUE COMETAM, E M AIS, LIBERAM VERBAS PARA ONGS FANTASMAS FINANCIAR ESSES CRIMES. ATÉ O PODER JUDICÁRIO SE CALA E SE ASSOCIA A ESTE ESQUEMA , POIS SÃO INDICADOS NOS CARGOS PELO GOVERNO QUE QUER A COISA ASSIM. ELES CONSENTEM, ATÉ O MINISTÉRIO PÚBLICO ENTRA NESSA. ATRAS DESTA ATITUDE TEM UM ENGODO FUTURO DE TOMADA DO PODER QUE CHEIRA UM GOLPE EM ANDAMENTE, LENTO GRADUAL E FIRME. ESTA É A VERDADE QUE NIGUÉM DISSE ATÉ HOJE.
Esta corte deveria ter uma fazenda aqui no Brasil. Ai eu gostaria de ver???????????????? Babacas