De Rodrigo Rangel no O Estado de S. Paulo
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) segurou por quase nove meses a aplicação de uma multa de R$ 3 milhões ao Grupo Bertin S/A, uma das maiores redes de frigoríficos do País.
Além da negligência administrativa, o engavetamento da multa, aplicada em 27 de julho do ano passado, ganha importância política porque o Grupo Bertin participou de uma operação ambiental de “sucesso” desencadeada pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a quem o Ibama está subordinado.
Frigorífico nega irregularidades
Em agosto do ano passado, o Bertin arrematou em leilão os 3.100 “bois do Minc”, como ficou conhecido o gado criado em área desmatada irregularmente que o ministro, em uma operação midiática, apreendera no Pará em junho de 2008. A negociação da manada estava a ponto de “micar”, pela falta de frigoríficos interessados na compra. Naquele momento, os bois foram arrematados pelo Bertin, a empresa que tinha o auto de infração no valor de R$ 3 milhões literalmente estacionado em uma gaveta da gerência do Ibama em Marabá (PA).
Normalmente, os autos de infração não demoram a virar processos administrativos de cobrança nos sistemas eletrônicos do Ibama. Tão logo retornam das missões de campo, os fiscais entregam na base das operações seus blocos de multa e os autos lavrados passam a integrar o Sicafi, como é conhecido o Sistema de Cadastro, Arrecadação e Fiscalização do órgão. Quando muito, a inclusão das multas no sistema leva um mês.
É a combinação da marcha lenta do processo de cobrança com a prontidão do Bertin de salvar a Operação Boi Pirata que chama a atenção. A operação foi deflagrada, segundo o ministro, para “pôr fim à moleza” dos ruralistas e combater o desmatamento para fazer pasto e alimentar os “rebanhos piratas”. Já a multa à empresa foi aplicada durante fiscalização de rotina do Ibama. Os fiscais encontraram numa das unidades do frigorífico, em Santana do Araguaia (PA), um estoque equivalente a 10 mil metros cúbicos de lenha nativa. Segundo o auto de infração (nº 489.842), o Bertin não tinha documentos que pudessem certificar a origem da madeira.






8 comentários
ministro minconheiro.
A divulgação de fatos como esse nos ajudam a deixar bem claro que eh o “vigarista” do embate entre produtores rurais e o Min. egocentrico do meio ambiente.
Joana D’arc Cachaceira. Quem é melhor?
É o jeito Pt de administrar…ética e seriedade…
è o resultado da imcompetencia e màs intençoes do presiMENTE lula. se rodeia desses tipos apodrecidos chapados com discursos mentirosos e mirabolantes. quando na verdade sao grandes chupins do povo. MAS MEU DEUS, ESSE MINC, SOMADO COM ESSE MANGABEIRA UNGER È BOSTA COM MERDA UMA MISTURA PERFEITA.
DÒI NOS OUVIDOS DO BRASILEIRO OUVIR AS PRONÙNCIAS ESTRANGEIRAS DESSES MERDAS MENTINDO P/ NÒS.
Será q
Será que a referida “operação ambiental de “sucesso” desencadeada pelo ministro do Meio Ambiente” se refere à preservação e replantio de Cannabis sativa?
Certamente o ministro dos coletinhos transados estava mais preocupado com a marcha da maconha…