Índios e ribeirinhos que participaram de assembléia em Telêmaco Borba ontem pela tarde sobre a construção da Usina de Mauá foram barrados na visita às obras da usina, que aconteceu depois da reunião. Entre os barrados estavam o presidente da Associação de Moradores da Terra Indígena do Apucaraninha, Renato Kriri K-mirin; o cacique Aparecido Marcolino e o vice-cacique, João Candido, todos kaingangs; além de ribeirinhos de Lageado Bonito e membros do Centro de Promoção Humana de Telêmaco Borba.
Os índios chegaram ao lugar em ônibus fretado pelo Comitê de Bacias do Rio Tibagi, órgão consultivo da Agência Estadual de Bacias, da Suderhsa. O Comitê é composto por representantes de órgãos do governo estadual, como a Copel e a Sanepar, de municípios, e de entidades ambientalistas. Para barrar os índios, foi usada a desculpa de que só membros do comitê poderiam continuar a viagem de ônibus até as obras.
A funcionária da Copel Marta Sugai ameaçou cancelar a visita se os índios e os ribeirinhos entrassem no ônibus, que acabou saindo com mais de quinze lugares vagos. Enquanto isso, os índios, atingidos diretamente pelos impactos da barragem, foram impedidos de participar.
O problema maior ainda veio depois. Funcionários da Sanepar convidados pelos órgãos oficiais, mas que não faziam parte do comitê, seguiram o ônibus em carros oficiais da Sanepar e, mais adiante, foram autorizados a entrar no ônibus e participar da visita.
Na foto, índigenas Renato, cacique Aparecido e o vice-cacique João barrados na entrada das obras






4 comentários
Se barram a visita de simples indios, pode imaginar o tamanho das irregularidades socio-ambientais que permeiam este empreendimento. É lamentável. Mas pode-se esperar acertos deste governo equivocado ?
Também, acompanhado desse deputado queriam O QUÊ?
presiso de ajuda espiritual dulci
estou com problema coloca no livro de oracao pelo amor de deus