As entidades empresariais do Oeste declararam hoje durante a primeira audiência sobre a mini reforma tributária de Requião que não concordam com a proposta de elevação de bens de consumo seletivos, como combustíveis e energia. Uma das principais conclusões a que os empresários chegaram é que a reforma beneficia os grandes empresários, como os supermercadistas, mas sufoca os pequenos, que perdem competitividade.
O presidente da Acic, Valdinei Antonio da Silva, falando também pela Acit de Toledo e pela Acifi de Foz do Iguaçu, informou que os empresários buscam há muito a redução da carga tributária, mas não suportam mais a elevação de algumas alíquotas.
“Nossa proposta é que não se elevem as alíquotas dos bens seletivos por um ano, para que se tenha, na prática e com precisão, os efeitos da mudança”, sugeriu Valdinei aos cerca de 20 deputados e representes do governo estadual presentes.
Foto: V. R. iPhone
O presidente da Faciap, Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, Ardisson Akel, disse que há muito os empresários pedem a reforma tributária “mas se houver aumento de receita a proposta da Faciap é de que se crie um instrumento para o automático repasse disso à comunidade”.
Na seqüência, entidades como Faciap, Fiep e Acic fizeram suas ponderações, assim como os representantes de segmentos econômicos. Empresários do setor supermercadista se mostraram favoráveis à proposta do governo, enquanto que representantes de outros setores, como o aviário, se mostraram contrários. Os avicultores lembraram que a energia elétrica é o insumo que mais pesa nos custos de produção da atividade, já que os produtores precisam manter os aviários climatizados.
Segundo os avicultores, o aumento da energia elétrica prejudica o setor e não é possível repassar esse custo.
A exposição das entidades, empresários e população também mostra a preocupação que a matéria pode ter sobre a atuação das micro e pequenas empresas paranaenses. Membros da Associação Comercial de Foz do Iguaçu destacaram que o benefício conquistado pelo setor supermercadista, com a redução do ICMS, poderia sufocar os pequenos empresários, que perderiam sua capacidade de competitividade. Além disso, os grandes industriais podem creditar o ICMS em outras operações fiscais, enquanto os comerciantes e a população não têm a quem repassar custos maiores.






3 comentários
E os do leste, do Norte e do Sul?
São a favor?
Interessante que nem a Associação Comercial do Paraná, nem a Fecomércio, nem a Fiep – tão pressurosa em condenar os juros – não abriram a boca… as duas primeiras até seria normal, pois são presididas por pessoais fidelíssimas a Mello e Silva. Já a Fiep é muito estranho… talvez tenha Mello e Silvado outra vez….
Fecomércio com o “narigão”, a ACP com a amiguinha da Greisa e a Faciap com o bajulador mor do Paraná, vulgo Ackel. Que crítica podem ou sabem fazer? Nenhuma, pelos dois motivos.