O número de familiares de autoridades empregados nos diversos poderes públicos no Paraná é bem maior do que se tem notícia oficialmente. São, por exemplo, parentes de deputados estaduais e federais trabalhando no governo do estado, de vereadores de Curitiba nomeados na prefeitura e de secretários de estado atuando no Executivo.
Levantamento revela vários casos de parentes de deputados, vereadores e governantes nomeados sem concurso, diz o jornalista Caio Castro Lima, da Gazeta do Povo.
Um levantamento feito pela Gazeta do Povo, com informações do próprio governo do estado e dos demais poderes, revela que o emprego de parentes se proliferou nos órgãos públicos paranaenses. A imensa maioria dos políticos nega que tenha indicado o familiar para algum cargo.
Alguns parlamentares alegam que não há nepotismo cruzado porque não está havendo a recíproca do emprego de parentes do governador ou do prefeito em seus respectivos gabinetes. E há ainda os secretários de estado e do município e diretores que se defendem dizendo que seus parentes não foram nomeados por eles, mas pelo chefe do Executivo.
Para que esses argumentos sejam aceitos, será preciso que o Tribunal de Justiça do Estado (TJ) ou o Supremo Tribunal Federal (STF) sejam consultados oficialmente. Para isso, é preciso que se entre com uma denúncia no Ministério Público Estadual (MP) ou diretamente no Supremo. Os casos serão julgados um a um. A Súmula Vinculante nº 13, que proibiu o nepotismo – publicada no Diário Oficial da última sexta-feira –, deixou algumas brechas interpretativas.
Nessa situação se encaixa Stefanie Freiberger, nora da secretária estadual de Cultura, Vera Mussi. Ela é a diretora do Museu da Imagem e do Som (MIS), vinculado à pasta dirigida pela sogra. Na interpretação de Stefanie, ela poderia ficar na função, uma vez que não foi a sogra quem a nomeou, mas sim o governador.
A mesma explicação é usada pela prefeitura de Curitiba para os casos de Lúcia Jovita Inácio, secretária do prefeito Beto Richa, e Cristiano Mazalli, diretor administrativo e financeiro da Curitiba S.A.. Eles têm irmãos empregados na administração curitibana. A alegação é a de que não foram eles os responsáveis pelas nomeações. Quanto a familiares de vereadores atuando na prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município vai analisar caso a caso.
Para o professor de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Mamede Said, a partir do momento em que foi publicada a Súmula do STF Stefanie não pode mais estar à frente do MIS. “O documento veda o nepotismo. Portanto, a nora (de Vera Mussi) não pode atuar em um cargo de confiança subordinada à sogra.”





6 comentários
Xi! o bicho tá pegando no meio da rapaziada. Ataques de cá e de lá mas o que interessa mesmo é que tal excrescência foi , ou pelo tentaram diminuir, da vida pública. Na verdade outros artifícios serão usados para se manter a velha prática. Querem outra excrescência, então aí vai: Por que velhos políticos carreiristas estão sempre em condições de delegarem seus pseudo-feudos políticos à algum descendente? Já observaram isso? E nós, os manés, aceitamos e ainda votamos ou deixamos votar nessa prática. Vejam quantos descendentes políticos são candidatos nessas eleições. Daí fica a pergunta: Como podemos interromper esse processo danoso e prejudicial à democracia? Enfim, não à reeleição em qualquer nível, não à perpetuação de mandatos parlamentares, não ao continuísmo. Refrigeremos a política.
Ei, ei, não esqueçam de me dar uma garupa nesse cavalo! Eu não tenho nenhum parente vivo. Que tal a embaixada do Brasil no Suriname?
Quantos parentes do moralista e posudo do Altino do PMDB tem no Governo? E o marido da professora Sheila? E os Gussos quantos são? E o primo do Rasca? E quantos parentes de membros do governo, do TCE e da Assembléia foram nomeados no Detran? No Lactec? Em todas as autarquias?
E O QUE DIZER DO DEPUTADO GUARAPUAVANO RIBAS CARLI FILHO QUE EMPREGA SEU IRMÃO BERNARDO CARLI E SEU TIO NO GABINETE…
Parente não é sinonimo de incopetencia.
Vejam a Fernanda Richa.
QUANTA FAROFA NO VENTILADOR …