Seguindo conselhos do publicitário Hiram Pessoa de Mello, responsável pelas campanhas do Reitor Moreira, do PMDB, e de Fábio Camargo, do PTB, o governador Requião convocou os coordenadores da campanha do Moreira, Rasca Rodrigues e o caçula Maurício Requião para executar o projeto “caça à classe média”.
Ordenou a produção imediata de um jornal de 600 mil exemplares, que mostre no mapa de Curitiba, onde é possível a construção de viadutos e trincheiras. O objetivo é desancar a administração de Beto Richa através da conquista dos motoristas que enfrentam congestionamentos na cidade com maior percentual automóveis/habitante do país.
O jornal está sendo produzido e sua “linha editorial” seguirá a filosofia do “pedágio, ou abaixa ou acaba”, ou seja em campanha eleitoral se promete tudo e não se faz nada.
O jornal evidentemente não responderá questões básicas como: 1) Quais os estudos de tráfego realizados para justificar as trincheiras e os viadutos inventados? 2) Qual a experiência do DER e DNIT sobre o trânsito de veículos entre bairros de Curitiba, pois suas experiências se resumem a rodovias mal-cuidadas? 3)Enfim, quais os projetos de viabilidade existentes para tais obras? Ou tudo isso é fruto do “império da suposição” que domina certa mente dominadora do PMDB?






7 comentários
Eu apoio esta idéia da edição do jornal.
A última edição da prestação de contas do governo estadual está sendo muito útil em casa, toda noite eu deixo um exemplar para a minha cadelinha fazer xixi e o saquinho cinza é ótimo para catar o coco na grama..
É fato notório que a presença crescente de automóveis em nossas cidades está
gerando um desequilíbrio entre oferta e demanda de vias para sua circulação. E que
mesmo em comunidades onde há fartos recursos para investimentos, tanto na Europa,
como nos EUA, chegou-se à conclusão que a política de se prever a demanda dos
automóveis para prover-lhes a necessária infra-estrutura para sua circulação deixou
de ser adotada por desarticular a vida urbana e deteriorar a qualidade de vida ao
transformar as cidades numa trama de vias expressas elevadas que lhes tira a
identidade e produz altos índices de poluição. O melhor exemplo disso é Los
Angeles. Seria utópico se imaginar que essa triste experiência pudesse se repetir em
países como o Brasil. Felizmente, foram poucas as vias expressas elevadas
construídas em nossas cidades.
A Campanha dele vai basear suas forças em críticas, em tentar descontruir imagem e não em Projetos viáveis e alternativas também viáveis de execução?
Para quem tem 1% nas pesquisas e o apoio de um Governador desacreditado e desmoralizado pelas lambanças que tem feito e se envolvido, ele não vai conseguir muita coisa se não a rejeição aumentada, principalmente perante a classe média que normalmente é mais crítica e cobra mais em ver as propostas, soluções viáveis, fontes de recursos para execussão das obras e não apenas criticar o que está pronto em nossa Cidade.
Estou ficando repetitivo, mas fazer diagnósticos é fácil, quero ver e dizer de onde virá o dinheiro para as obras.
A propósito, que tal o Moreira falar com o Requião para ele liberar os milhões que ele deixou de repassar para Curitiba, por pura birra em função do Beto ter apoiado o Osmar Dias para o governo?
Lembrando que o Requião também foi prefeito de Curitiba e não pagou a tal dívida da CIC, motivo agora alegado para não fazer os repasses.
Mais um jornaleco que será produzido pelo Doácido nda de Santos
Campana, não se faça de desentendido. O Moreira tem um baita assessor para assuntos de trânsito bem próximo dele, qual seja, o próprio candidato a vice.
Após muito estudar o tema, o Kielse adotou São Paulo como modelo para gestão da malha viária municipal. Em breve vai mencionar o Rio de Janeiro como exemplo de combate à criminalidade.
Seguuuuuuuura, peão!!!!
E por falar em pedágio, o tal do “abaixa ou acaba” transformou-se em o pedágio “fica e o povo paga o pedágio e paga o passivo milhionário (ou bilionário) das ações judiciais perdidas pelo Estado contra o pedágio” – a maior aventura judiciária já perpetrada pelo Estado contra uma causa perdida. Se o erário público vai pagar esta conta, é preciso apurar responsáveis e responsabilidades. Ou o povo vai pagar o mico monstruoso como otário contumaz ?