DNA: corpo encontrado é do Padre dos Balões

Deu no Globo On Line

O corpo encontrado por um navio rebocador no início do mês em Macaé, litoral norte do Rio, é do padre Adelir de Carli, que desapareceu no dia 20 de abril depois de levantar vôo suspenso por cerca de mil balões. A informação é do delegado Daniel Bandeira, da delegacia de Macaé, que recebeu nesta terça-feira o resultado do teste de DNA realizado pelo laboratório de genética forense da Polícia Civil do Rio.

Segundo o delegado, o resultado do teste já foi comunicado à direção do Instituto Médico Legal (IML) da cidade e aos familiares do religioso. Ele agora aguarda a presença de parentes ou representantes da família do padre para retirar as partes do corpo, que foram encontradas em estado avançado de decomposição, e providenciar o enterro.

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No início do mês, o rebocador Anna Gabriela, que prestava serviço à Petrobras, encontrou restos de um corpo (duas pernas e um quadril) a 100 quilômetros da costa de Macaé, que, por causa das vestimentas semelhantes foi apontado como sendo do padre. Diante da notícia, familiares de Adelir foram até o Rio com amostras de sangue para fazer o exame de DNA e identificar o corpo. Na ocasião, o irmão de Adelir, Marcos de Carli, dizia que eram fortes os indícios de que o corpo fosse do padre.

Adelir desapareceu quando tentava bater um recorde de vôo usando balões. Ele saiu de Paranaguá, no Paraná, com o objetivo de pousar em Dourados, no Mato Grosso do Sul. Mas os fortes ventos o desviaram do percurso, levando-o para o mar. O padre teria caído a 40 quilômetros da costa, em São Francisco do Sul (SC).

Balões coloridos que foram encontrados em Santa Catarina, dias depois do desaparecimento do padre – Divulgação

O padre tentava realizar um vôo inusitado com uma cadeira de parapente amarrada a cerca de mil balões de festa enchidos com gás hélio. Ele viajava com roupa térmica e levava dois celulares e um aparelho GPS (localizador por satélite).

A viagem tinha como objetivo despertar a atenção para a Pastoral Rodoviária, projeto idealizado por ele para promover apoio aos caminhoneiros que chegam ao porto de Paranaguá. Ele pretendia levantar fundos para a obra de construção da sede do projeto.

Na hora da partida, o tempo estava fechado e chovendo, mas o padre alegou que as nuvens estavam baixas e que ele logo passaria por elas. Pouco depois de decolar, porém, ele desapareceu.

As buscas começaram logo no dia seguinte e foram coordenadas pelos Bombeiros e pela Marinha, que chegaram a encontrar a 50 quilômetros da costa de Florianópolis parte dos balões que foram usados pelo padre. Marcos de Carli chegou a alugar um avião para procurar pelo padre na costa de Santa Catarina. Mas o corpo nunca foi encontrado.

Esta fora a segunda vez que Adelir de Carli desafiou os céus. Em janeiro, ele já havia feito uma viagem de Ampere, no sudoeste paranaense, até San Antonio, na Argentina, a 110 quilômetros do local em que levantou vôo.
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