O repórter Abraão Benício, do Jornal do Estado, conta que o Ministério Público promove devassa em todas as licitações do governo Requião desde 2004.
As atenções estão concentradas agora na Secretaria de Administração, onde reina Maria Martha Lunardon, secretária e mulher e filha dos sócios da empresa Telos, que muito tem fornecido ao governo. Além da Telos, são investigados os negócios da Quimigraf, de propriedade do irmão do vice-governador, Orlando Pessuti.
Segundo Benício, estão sob análise, além dos negócios da Secretaria de Administração, as transações da Governadoria, da Secretaria de Educação, da Comunicação Social, da Cohapar e outros órgãos do governo.
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Ministério Público faz devassa em licitações de Requião e investiga empresa de Maria Martha e de Nelson Pessuti
Promotores investigam todos os negócios realizados pelo atual governo desde 2004
Abraão Benício, do Jornal do Estado
O Ministério Público Estadual (MPE) está promovendo uma varredura nas licitações do governo Requião (PMDB). No último dia 19, o órgão encaminhou ofício para a Secretaria de Estado da Administração (SEAP) pedindo informações sobre todas as licitações realizadas entre 2004 e 2008. Os dados serão incluídos no inquérito policial e na ação judicial que já investigam as supostas irregularidades nas negociações da gestão Requião.
A devassa inclui denúncias sobre as transações da governadoria, Secretaria de Comunicação Social (SECS), Secretaria de Estado da Educação (SEED), Secretaria de Estado da Administração (SEAP), Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e outros órgãos da administração pública do Estado.
Entre os negócios investigados estão os que favorecem parentes de membros do primeiro escalão do governo, como os firmados com a empresa Telos S/A Equipamentos e Sistemas, de propriedade da mãe e do marido da secretária de Administração, Maria Marta Lunardon. No último dia 16, a coluna “Toda Política” do Jornal do Estado revelava que, entre 2004 e abril deste ano, a empresa já faturou mais de R$ 540 mil em negócios com o governo requianista. Já no primeiro ano de mandato de Requião (2004), quando Maria Marta ainda ocupava o cargo de diretora-geral da SEAP, cujo titular era Reinhold Stephanes, a Telos fechou negócios no valor de R$ 142.609,85 utilizando-se de quatro Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJs) diferentes. Em 2005, a empresa recebeu do governo R$ 187.351,39 divididos em quatro faturas. No ano seguinte, mais R$ 106.335,66, novamente em quatro faturas. Em 2007, outros R$ 89.429,68, em duas faturas e até abril deste ano, R$ 15.850,30, em apenas uma fatura. Somente em negócios com Requião, em quatro anos e quatro meses, a empresa dos Lunardon lucrou R$ 541,576,88.
Em esquema semelhante, a Quimagraf Indústria e Comércio de Material Gráfico LTDA, de propriedade de Nelson Pessuti, irmão do vice-governador, Orlando Pessuti, que ocupa cargo no conselho fiscal da Copel, recebeu entre janeiro de 2004 e novembro do último ano, mais de R$ 5,6 milhões do governo Requião.
Somente em 2004, a empresa de Nelson Pessuti, em sociedade com Jane Silvana Greipel, lucrou quase R$ 1,7 milhão em negócios com o governo do Estado. No ano seguinte, novo recorde, outros R$ 1,77 milhão pagos a Quimagraf. Em 2006, quando Requião e Pessuti disputavam a reeleição e a propaganda eleitoral tomou as ruas com cartazes e jornais, a empresa faturou mais de R$ 1,5 milhão.
Quércia – Também está na mira da Justiça, o pregão eletrônico realizado pelo governo e vencido pelo jornal paulista Diário do Comércio e Indústria (DCI), de propriedade do ex-governador Orestes Quércia (PMDB), para divulgação de publicidade legal nacional. Apenas seis dias depois da licitação, Quércia já lançava em Brasília, durante reunião do Conselho Político Nacional pemeedebista, a candidatura de Requião à presidência da República em 2010. Segundo a oposição, a empresa de Quércia lucrou mais de R$ 4,7 milhões em negócios com o governo do Paraná nos últimos quatro anos.
A licitação, realizada em novembro de 2006 pela SEED, para a aquisição de 22 mil televisores laranjas também está sob suspeita. Na época, o governo adquiriu os aparelhos por R$ 18,9 milhões da Cequipel Indústria de Móveis, maior doadora da campanha de reeleição de Requião em 2006. A oposição garante que o negócio foi superfaturado e já encaminhou uma série de documentos ao MP.





3 comentários
Será meu último comentário neste blog,pois, de inúmeros assuntos a que tenho me reportado com algum conhecimento, a fundo, foram todos desprezados e não foram publicados para conhecimento da população do que ocorre nos bastidores do governo,não por uma questão de autopromoção porque não tenho interesse algum , motivo é este que me desligo dos comentários do blog.
Mas, voltando ao assunto em pauta só quero lembrar um detalhe que precisa ser imediatamente revisto pelo MP são as vistas dadas pelos auditores do TC e seus Conselheiros chefe, destas e outras contas , no mínimo o TC é cúmplice e ou solidário na culpa por deixar correr a solta esta avacalhação que está este governo do Duce…
Parabéns continue com seu sucesso,fui….
Tomara que isto seja levado às últimas consequências.
Não é possível que depois de tantas denúncias o Sr. Erário Público e a Sra. Viúva não encontrem no Parquet o seu defensor por longo tempo esperado.
Tomara não esqueçam de verificar gastos do FERA onde, numa de suas últimas apresentações, locação de tendas foram pagas a cifras de 80 mil reais e equipamentos de luz e som a 50 mil, cenografia a 10 mil e material cenográfico a 15 mil, 4 bandas e duas apresentações a 12 mil e 5 “docentes” a 5 mil e quinhentos …
E este Fera é mais uma baboseira criada, que não reflete na melhora da real educação pública, são apenas ações que promovem momentaneamente um ou outro.
Afinal não queremos mais a EXCLUSÃO, mas mesmo assim abre-se vagas para alunos de 5 a 8 série no Colégio Estadual Paraná com 20 porcento das vagas para atletas.
Ora, então vamos abrir vagas com porcenagens para músicos, para cientistas, para japoneses, para iranianos, para atores, para poetas, etc, etc e etc…
Estes pedagogos, pelo menos representados pela senhora Madselva, cada vez me decepcionam mais!
Agora eu começo a entender o pequeno grupo de professores de São Paulo que querem extinguir este curso, por notarem que eles só prejudicam a educação pública!