Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.

Ratinho Junior com Hartung

A interlocução entre os gestores de diferentes Estados tem sido constante nesta época do ano. Recentemente, por exemplo, houve encontro de Ratinho Junior, governador eleito do Paraná com o governador do Espírito Santo, Paulo César Hartung. Economista e no terceiro mandato à frente do governo, a experiência de Paulo César pode servir de inspiração. Em seu terceiro mandato como governador, já foi deputado estadual, deputado federal, senador e prefeito de Vitória. A conversa aconteceu no início dessa semana, na residência oficial do governador capixaba, em Vitória, e teve como testemunha o vice-presidente da Alep, o deputado estadual Guto Silva.

Flavio, Carlos, Eduardo: quais funções exercem os 3 filhos de Bolsonaro

Todos são políticos e possíveis titulares de cargos de liderança no Legislativo, segundo perfil feito pela revista Veja
A Veja publicou perfil dos três filhos do primeiro casamento de Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes, mulher eleita vereadora no Rio nos anos 1990.
Atualmente, todos eles são políticos e possíveis titulares de cargos de liderança no Legislativo.
Flavio Bolsonaro, 37 anos, o mais velho, deputado estadual e senador eleito – é tido, até mesmo por adversários da família, como o mais moderado dos irmãos. Formado em Direito, vive na Barra da Tijuca com a mulher, Fernanda, e duas filhas. Antes de vencer o pleito para senador, com 4 milhões de votos, foi quatro vezes deputado estadual defendendo interesses de policiais. É o único do clã a tentar manter relações cordiais com adversários como Marcelo Freixo, do PSOL.
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Desertores do Mais Médicos lutam na Justiça por trabalho no Brasil

Informa o O Estado de S. Paulo que pelo menos 150 médicos cubanos desertores do programa federal Mais Médicos lutam na Justiça para poder clinicar no Brasil de forma independente, fora do acordo entre Brasil e Cuba, ganhando salário integral. Esse grupo de profissionais moveu ações contra o Ministério da Saúde, o governo cubano e a Organização Panamericana de Saúde (Opas), segundo o advogado André de Santana Corrêa, que defende os estrangeiros.
Ele diz que, com a decisão de Cuba de sair do Mais Médicos, mais profissionais devem tentar permanecer no Brasil. “Desde ontem (anteontem), recebi muitas ligações de interessados em entrar com processo para ficar no Brasil”, afirma.
De acordo com o advogado, o principal argumento usado é o respeito ao princípio da isonomia. “Por que eles recebem um salário menor que os outros estrangeiros se fazem exatamente o mesmo trabalho que os outros médicos?”, questiona.
Do total de ações movidas por ele, cinco já tiveram liminares favoráveis aos médicos. “O problema é que quando chega nas instâncias superiores, indeferem porque sabem que causaria colapso econômico ao governo ter que pagar o salário integral a todos os médicos”, diz.

Bolsonaro e Malafaia durante o feriado

Bolsonaro passou o feriado em casa, no Rio de Janeiro. Mas não sozinho. Recebeu a visita do pastor Silas Malafaia, que ao sair falou com a imprensa: “Viemos só bater papo mesmo, falar sobre essas nomeações que ele está fazendo, o que está acontecendo no Brasil. Vamos ver na prática, mas acho que está acertando”.

(Foto: Google/Reprodução)

 

Sobreviver ao ano que vem


Não sei se exagero, mas sinto-me como se fosse a luta pela sobrevivência de um país viável

Fernando Gabeira*, O Estado de S.Paulo

É um momento de escolha de ministros, definição da estrutura do governo. Não importa o que saia daí, o que nos espera no ano que vem é inescapável: o Brasil pode quebrar. A reforma da Previdência não é só um momento de alívio para o governo Bolsonaro, mas também para 14 Estados em profunda crise financeira, entre eles Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul.

Visitei Minas para ver melhor o que aconteceu nas eleições. Inédita na História, a vitória de Romeu Zema, do Partido Novo, contou com 71,8% dos votos. Foi um salto no escuro, preferível para os eleitores aos velhos partidos que dominaram o Estado: PSDB e PT.

A melhor forma de começar uma nova época é realizar a reforma da Previdência. Não resolve tudo, mas indica que o mais difícil foi feito. Paradoxalmente, a reforma é a maneira de seguir vivo até 2022, mas significa, no primeiro instante, uma perda de popularidade. Na Rússia, a reforma previdenciária roubou muitos pontos de aceitação do governo Putin. Sufocada pela Copa do Mundo, a resistência manifesta-se também numa desconfiança, uma sensação de perda.

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Governo e Opas discutem plano de saída de cubanos do Mais Médicos

Seleção para novos médicos será feita ainda neste mês e convocação será “imediata”, diz governo

Representantes do Ministério da Saúde e da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde) se reúnem nesta sexta-feira (16) para discutir o processo de saída dos médicos cubanos do Mais Médicos, um dos programas mais conhecidos na saúde, e a entrada de novos médicos brasileiros.

A medida ocorre após o governo de Cuba anunciar, na quarta-feira, que deixaria o programa. A decisão é atribuída a declarações do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que questiona a qualificação dos médicos cubanos.

Bolsonaro também tem manifestado intenção de modificar o acordo, exigindo revalidação de diplomas e contratação individual.

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Reforma da Previdência é boa para o Brasil, diz Ricardo Barros.

O deputado federal Ricardo Barros (Progressistas) declarou que votar a reforma da Previdência este ano “é uma oportunidade imperdível”. Segundo Barros, o Brasil não pode repetir casos como na Grécia, Portugal e Espanha que tiveram que reduzir as aposentadorias por incapacidade de pagamento, e explica que a reforma é necessária até pra assegurar os direitos dos que estão aposentados. Barros afirma ainda que a reforma previdência é fundamental para evitar um déficit no Orçamento que pode prejudicar o próprio funcionamento da máquina pública.

Ney Leprevost será homenageado
pela Marinha do Brasil

A iniciativa foi formalizada ao parlamentar pelo comandante do 8º Distrito Naval, Contra-Almirante Claudio Henrique Mello de Almeida que
assina o convite para a cerimônia de imposição da “Medalha Amigo da Marinha”.

De acordo com Ney, “os militares são fundamentais para a garantia da soberania nacional e do respeito a Constituição Federal. A Marinha é um orgulho para os brasileiros”, disse.

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O teórico do bolsonarismo

BR18,
Elogiado por Jair Bolsonaro como um “brilhante intelectual”, Ernesto Araújo terá como uma das missões conferir o arcabouço teórico às ideias do futuro presidente. Esta é a análise de Eliane Cantanhêde em sua coluna no Estadão. “Enquanto chanceler, ele estará mais para assessor do presidente, desses que escrevem seus discursos, desenvolvendo de forma articulada as ideias do chefe. Bolsonaro adora Trump? Araújo lhe fornece motivos teóricos. Implica com a China, maior parceiro comercial do Brasil? Lá está ele a postos para dar alguma sustentação à implicância.”

EUA elogiam postura de Bolsonaro em relação ao ‘Mais Médicos’

O governo dos Estados Unidos elogiou a postura de Bolsonaro sobre o programa Mais Médicos, que motivou o cancelamento da participação dos profissionais de saúde cubanos. “Que bom ver o presidente eleito Bolsonaro insistir em que os médicos cubanos no Brasil recebam seu justo salário ao invés de deixar que Cuba leve a maior parte para os cofres do regime”, escreveu no Twitter Kimberly Breier, a principal funcionária do Departamento de Estado dos EUA para a América Latina.

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Ernesto balança e pode cair

Ricardo Noblat,
Tamanha foi a reação negativa ao anúncio do nome do embaixador Ernesto Araújo para o cargo de ministro das Relações Exteriores do futuro governo que já se admite no círculo mais próximo de auxiliares do presidente eleito Jair Bolsonaro que ele poderá ser designado para outra função. Ernesto foi uma escolha mais dos irmãos Bolsonaro do que propriamente do pai.
A função mais cotada seria a de embaixador em um país importante – por que não os Estados Unidos do presidente Donald Trump reverenciado por Ernesto e por seu padrinho, o filósofo Olavo de Carvalho? Um militar da reserva, ex-quatro estrelas, que sempre tem uma resposta na ponta da língua para qualquer pergunta, preferiu desconversar quando provocado por um jornalista: “Quem o senhor nomearia para comandar uma tropa de relevo? Um coronel ou um general?” A pergunta tinha a ver com a promoção de Ernesto a chanceler, logo ele que jamais chefiou qualquer representação do país. O general limitou-se a retrucar: “Isso não me cabe. Não é da minha área”.
Se houver recuo, não será de imediato. É bem verdade que Bolsonaro já recuou de outras decisões, e que faz política lançando balões de ensaio. Mas foi ele que fez questão de anunciar o nome de Ernesto para ministro. O que diria para dar o dito pelo não dito? O primeiro time de experientes diplomatas do Itamaraty poderia lhe sugerir uma saída.

(Foto: Sergio Lima/AFP)

Moro diz adeus à toga

Estadão,

O desembargador federal Thompson Flores, presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o tribunal de segunda instância da Lava Jato, assinou nesta sexta-feira, 16, a exoneração do juiz federal Sérgio Moro. O magistrado deixará a toga a partir da próxima segunda-feira, 19, para assumir o ‘superministério’ de Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.  Leia Mais »

Cinco anos depois, só um mensaleiro continua preso.

Radar,
No feriado da Proclamação da República de 2013, meia década atrás, doze condenados pelo STF por participação no escândalo do mensalão se entregavam à Polícia Federal.
Compunham a lista de novo detentos nomes históricos do PT, como José Dirceu, José Genoino, além da ex-presidente do Banco Rural Katia Rabelo e, claro, Marcos Valério. No dia seguinte, era a vez do ex-tesoureiro do partido Delubio Soares estender as mãos às algemas.
Passados exatos 5 anos, apenas Marcos Valério continua atrás das grades.

Vinte anos de pena para Lula

A revista Crusoé, publicou reportagem sobre a juíza Gabriela Hardt, a substituta de Moro. Lá diz que diante da robustez das provas Lula pode pegar até vinte anos de pena pela propina recebida no sítio de Atibaia.

 

(Foto: YouTube/Reprodução)

Lupion e o enrosco do caixa 2

Ricardo Boechat,

Futuro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, o general Augusto Heleno demonstrou estar muito à vontade nas visitas que Jair Bolsonaro (PSL) fez aos tribunais superiores na semana passada. Talvez por ter uma filha advogada conheça bem os meandros do Judiciário. O militar também tem participação decisiva na composição do alto escalão federal e no grupo de transição. Sua equipe faz uma varredura na vida dos indicados. O deputado Lupion (DEM-PR) teria sido um dos indicados que não conseguiu uma função gratificada, em função da acusação de receber Caixa 2 da Odebrecht, nas eleições de 2010 e 2012.

Requião e a ‘Lei Onyx Lorenzoni’

Arrependimento, confissão e pedido de perdão público serão requisitos para o perdão judicial segundo projeto de lei apresentado por Requião. A proposta foi apelidada de “Lei Onyx Lorenzoni” e é uma clara ironia à fala de Sérgio Moro, que minimizou o fato de o deputado ter admitido que recebeu R$ 100 mil de caixa 2, da JBS para campanha, declarando que admira Lorenzoni e, quanto aos seus erros, disse que “admitiu os seus erros, pediu desculpas e tomou as providências para repará-lo”.
“Não é possível que o Senado ignore o ridículo dessa declaração e o absurdo desse perdão estendido ao Onyx. Que seja estendido, então, a todos!” — afirmou Requião em Plenário.
A proposta, que altera a Lei das Organizações Criminosas (Lei 12.850, de 2013), estabelece três requisitos para a concessão do perdão: demonstrar arrependimento; confessar a prática do crime; e apresentar pedido público de perdão e de dispensa da pena. O projeto determina ainda que, caso o réu seja nomeado para o cargo de ministro de estado, o juiz determinará de ofício o perdão judicial, desde que cumpridas as três condições.
Segundo Requião, a proposta, que está tramitando na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi apresentada para expor as contradições que já se apresentam ao futuro governo. “Quero que o Senado reaja. Seus aliados vão ter que admitir que ele [Moro] pode agir assim ou que ele não pode perdoar ninguém. Isso vai mostrar que ele não é um juiz, mas um militante desse tipo de governo. Coloquei o guizo no pescoço do gato”.

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O papel de Darci Piana no governo

Darci Piana, vice-governador a partir de janeiro, ainda não definiu quais cadeiras ocupará no governo. Ele deu entrevista para revista Paraná Cooperativo e confirmou que não há batida de martelo a respeito de seu papel: “Só teremos essa definição, quando for apresentado o plano de governo que inclui o corte de secretarias e de despesas que o nosso governo irá realizar. Meu posicionamento será de ajudar o governador Carlos Massa Ratinho Jr. Mas tenho certeza de que a experiência que acumulei na Federação do Comércio e o meu relacionamento com o setor produtivo, vai colaborar com o plano de governo. Posso ser útil em muitos setores, vai depender dos ajustes que serão implementados”.
Piana ainda responde como presidente da Fecomércio.

(Foto: Divulgação)

Perfil do futuro comandante do BC agrada ao mercado

Estadão,
Com perfil “técnico” de executivo do mercado financeiro, o nome do substituto de Ilan Goldfajn no comando do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, agrada a seus pares e deverá ser bem recebido por investidores, segundo analistas ouvidos. Para alguns, porém, agora também será importante que a futura equipe econômica reforce sinais de que o BC terá independência de fato.
O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Júnior, elogiou a indicação de Campos Neto. “Temos muito boas informações dele. É um profissional extremamente competente que trabalhou na tesouraria do Santander. A expectativa é muito boa e grande”, afirmou o executivo. Leia Mais »

Acomodando todo mundo

O cenário político viaja como caminhão de melancia, conforme os dias vão passando, os nomes vão se acomodando no poder.
Depois de ajeitar o mandato de Romero Jucá na presidência do MDB por mais um ano, o partido agora tenta, unhas e dentes, enfiar Renan Calheiros na presidência do Senado. Para isso negocia com Simone Tebet, que também quer o posto. Ofereceram a ela, tipo um prêmio de consolação, a indicação para a Comissão de Constituição e Justiça.

(Foto: Google/Reprodução)

Moro levará delegados para o Ministério da Justiça

O futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai levar para a pasta delegados da Polícia Federal com quem já trabalhou. A lista deve incluir os superintendentes de Sergipe, Erika Marena, e do Mato Grosso, Luciano Flores. Já na PF, o delegado Igor de Paula, que comanda a Lava Jato no Paraná, é cotado para assumir a superintendência no Estado ou a diretoria de combate ao crime organizado, em Brasília. Para a diretoria-geral da PF, a aposta é no atual superintendente da corporação em Curitiba, Maurício Valeixo. Ele e Moro são amigos de longa data.
Moro disse a interlocutores que vai convidar para seu time no ministério delegados que atuaram em vários casos e não apenas na Lava Jato. Na segunda-feira, ele fará uma reunião para definir outros nomes na sua equipe.
As informações são da Coluna do Estadão.

(Foto: Eraldo Peres/AP)