Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.

A realidade é dura


Mary Zaidan

Trapalhadas, bate-cabeças, idas e vindas. A 40 dias de sua posse, o presidente eleito Jair Bolsonaro parece não saber o que quer. Nem mesmo consegue formatar o desenho primário do governo. Transita entre dias de extinção e fusão de ministérios, misturando alhos e bugalhos para chegar aos 15 prometidos na campanha, outros de recuo e até de criação de novas pastas, como o recém-anunciado Ministério da Cidadania. E antes mesmo de tomar assento no Planalto já contabiliza sua primeira baixa: a do general da reserva Oswaldo Ferreira.

Responsável pelo Departamento de Engenharia do Exército durante anos e até então afinadíssimo com Bolsonaro, Ferreira não explicou publicamente os motivos de sua desistência. Algo no mínimo curioso para um dos mentores da aglutinação dos transportes, portos, aviação civil, mobilidade urbana, recursos hídricos e saneamento no mega-Ministério de Infraestrutura, imaginado entre o primeiro e segundo turnos da eleição.

Leia Mais »

Juiz censura Globo e proíbe divulgação de inquérito sobre assassinato de Marielle


Emissora diz que cumprirá decisão, mas recorrerá porque ela fere liberdade de imprensa

Da Folha de SP

Um juiz criminal do Rio de Janeiro censurou a TV Globo em decisão liminar (provisória), ao proibir a divulgação do conteúdo de qualquer parte do inquérito policial que investiga os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, informa o site G1.

A determinação é do juiz Gustavo Gomes Kalil, da 4ª Vara Criminal do Rio, e foi feita a pedido da divisão de homicídios da Polícia Civil e do Ministério Público do estado. O magistrado diz na sentença que “o vazamento do conteúdo dos autos é deveras prejudicial, pois expõe dados pessoais das testemunhas, assim como prejudica o bom andamento das investigações, obstaculizando e retardando a elucidação dos crimes hediondos em análise”.

Leia Mais »

General Mourão deve assumir
coordenação do governo

Do Estado de SP

A nova estrutura do Palácio do Planalto, que está sendo desenhada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que a pasta da Casa Civil passe a ter uma outra atribuição e deixe de coordenar os ministérios do governo. Esse trabalho passaria a ser feito pelo vice-presidente eleito da República, general Hamilton Mourão. A ideia é liberar o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para a articulação política com o Congresso, já que a Secretaria de Governo – que desempenha esse papel atualmente – será extinta.

Na visão do núcleo mais próximo do presidente eleito, a articulação política e a abertura de um canal de ligação de Bolsonaro com os parlamentares vai demandar tempo e esforço em um cenário de votação de projetos considerados fundamentais pela nova gestão.

Leia Mais »

Gleisi e Aécio em gabinetes especiais

Novos aposentos – Eleitos deputados federais, os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) terão gabinetes especiais na Câmara. Ambos têm prioridade na escolha dos espaços. Ele, por ter presidido a Casa, e ela, por ser mulher. As informações são da Coluna do Estadão.

Lupion no cargo até o último dia

Abelardo Lupion não vai assumir função na transição para o governo de Jair Bolsonaro. A pedido da governadora Cida Borghetti, vai permanecer secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná até o encerramento da gestão. Só em janeiro irá de mala e cuia para Brasília, onde integrará a equipe da Casa Civil de Ônix Lorenzoni, no Palácio do Planalto.

Questão de moralidade

Editorial, Estadão

Como entidades privadas que são, os partidos políticos deveriam ser totalmente custeados por recursos de seus quadros e por doações de cidadãos simpatizantes de suas agendas programáticas. O País ainda não atingiu este patamar de maturidade democrática e, por esta razão, as agremiações contam com dinheiro público farto e fácil para bancar suas estruturas administrativas, campanhas eleitorais e sabe-se mais o quê. “A democracia tem um custo”, dizem, não sem uma boa dose de cinismo, os que defendem o modelo de financiamento público.

Leia Mais »

AMP teme pelo futuro do
programa “Mais Médicos”

O presidente da AMP, Frank Schiavini, cobrou do ministro da Saúde, Gilmar Occhi, sobre o futuro Mais Médicos – programa iniciado em 2013 que hoje tem 18.240 vagas em mais de quatro mil cidades e atende 63 milhões de brasileiros, de acordo dados do Ministério da Saúde.

“Por conta da apreensão gerada entre os prefeitos pela notícia, gostaríamos de saber quais alternativas serão implantadas em relação ao programa Mais Médicos. A dúvida deve-se à necessidade que os prefeitos têm de saber de que maneira o programa terá continuidade, garantindo assistência na atenção básica à população paranaense e brasileira”, disse Schiavini, que é prefeito de Coronel Vivida, em ofício ao ministro da Saúde.

O pedido da Associação dos Municípios do Paraná foi feito acatando solicitação dos prefeitos do Paraná, que ficaram preocupados com as notícias veiculadas no dia 14 de novembro de que o governo de Cuba decidiu sair do programa.

“Mais Brasil, menos Brasília”

artigo de Gustavo Krause

O lema tem sido adotado pelo Presidente eleito Bolsonaro. É o compromisso mais difícil de ser cumprido. Trata-se de refundar o federalismo político que nasceu torto na primeira constituição republicana associada à ideia de interiorizar a capital do Brasil, segundo determinação do artigo 3º da Constituição de 1891: “Fica pertencendo à União no planalto central da República, uma zona de 14.400 quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para nela estabelecer a futura capital do Brasil”.

Esquecido durante o Estado Novo, o assunto sempre voltava à tona embasado em estudos de comissões formadas por renomados profissionais. No histórico comício de Jataí (05/04/1955), o candidato Juscelino Kubitschek, cobrado por Toniquinho da Farmácia, prometeu cumprir art. 4º da Disposições Transitórias da Constituição de 1946. O sonho profético de D. Bosco seria realizado.

Leia Mais »

PSDB: Bruno Araújo quer fusão com até dois partidos

Candidato de João Doria para presidir o PSDB, Bruno Araújo quer transformar a legenda na referência de Centro, um ponto de equilíbrio entre PT e PSL. Nos planos, está uma fusão com um ou mais partidos. As informações são de Maurício Lima na VEJA.

O custo de cada voto

Editorial, Estadão

A primeira grande eleição nacional sem financiamento de empresas, proibido desde 2015 por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mostrou que é possível atrair muitos votos sem precisar gastar muito dinheiro. Ao contrário: um levantamento do Estadomostrou que alguns dos candidatos que menos gastaram estão entre os mais votados. Sem entrar no mérito dos discursos políticos mais bem-sucedidos na campanha, esse quadro serve para mostrar que não é o tamanho do financiamento da campanha que determina a vitória deste ou daquele candidato, e sim a mensagem apresentada ao eleitor.

Leia Mais »

Moro: ‘Lula é mentor de
esquema criminoso’

BR18

Sergio Moro foi claro em entrevista para a IstoÉ: Lula é o mentor do esquema criminoso na Petrobrás. O agora ex-juiz da Lava Jato chama as acusações de petistas de que seus julgamentos teria uma suposta “parcialidade” contra o ex-presidente de “fantasia de perseguição política”.

“As provas indicam que Lula é o mentor desse esquema criminoso que vitimou a Petrobras. E não se trata só de um tríplex. Nós falamos de um rombo de R$ 6 bilhões. O tríplex é a ponta do iceberg”, disse.

Temer não deve vetar
aumento do STF

Radar, VEJA

Michel Temer ainda tem prazo para pensar, mas dificilmente vai vetar o aumento do STF. Primeiro porque existe previsão orçamentária. Depois porque a medida foi sugerida por um poder, o Judiciário, e aprovado por outro, o Legislativo. Ele não quer briga.

Em 2016, Bolsonaro já alertava sobre problemas no Mais Médicos

Em uma votação na Câmara dos Deputados em setembro de 2016, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) já apontava problemas no Programa Mais Médicos. “Pelo que tudo indica esse caso Mais Médicos Cubanos vai ficar para o futuro presidente da república. Quero deixar bem claro, eu seria favorável a esse programa com algumas condições: primeiro o exame de revalida que não seja dos níveis atualmente aplicados no Brasil”, disse.

“Seria favorável também se os cubanos pudessem trazer suas famílias para cá. Outra questão é o salário que faz parte da minha emenda. Hoje em dia em torno de de 80% ou seja R$ 8 mil vão para Cuba, multiplicando por número de cubanos que temos aqui sobe em torno de R$ 1,3 bilhão para ditadura cubana. A cada acordo desse firmado e prorrogado são R$ 4 bilhões para a ditadura cubano para ciclo de três anos”, completa Bolsonaro.

TSE implica com 40 das 24.896 doações à campanha de Bolsonaro

A advogada Karina Kufa, que representa o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), informou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta sexta-feira (16) que não é responsabilidade da campanha se algumas pessoas vetadas pela legislação fizeram doações para o candidato. As informações são do Diário do Poder.

Os técnicos do TSE apontaram vários doadores que seriam “permissionários”, com valor total de R$ 5.200 sob suspeita. A legislação proíbe que candidatos recebam doação de pessoa física que exerça atividade comercial decorrente de permissão pública.

Leia Mais »

De casa arrumada

Editorial, Estadão

“A companhia é outra, completamente diferente da que a gente recebeu”, disse o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro, ao comentar os resultados financeiros da empresa no terceiro trimestre deste ano, quando registrou o terceiro lucro trimestral consecutivo. Com os R$ 6,64 bilhões obtidos no período julho-setembro, a empresa registrou lucro líquido de R$ 23,7 bilhões nos nove primeiros meses do ano, o maior valor alcançado no período desde 2011 e 4,7 vezes superior ao registrado de janeiro a setembro de 2017.

Leia Mais »

“Mais Médicos financia ditadura cubana”, diz Joice Hasselmann

A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) disse que a decisão do governo cubano de encerrar sua parceria no Programa Mais Médicos é “um presente” ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). “O programa foi criado por Dilma (Rousseff, ex-presidente,) e pelo PT para financiar a ditadura cubana”, disse a jornalista.

Cida participa da primeira reunião de transição de governo

A governadora Cida Borghetti participa na próxima segunda-feira (19), as 16h30, da primeira reunião de transição de governo. O encontro será realizado no Palácio Iguaçu, com a participação das equipes da atual administração e da futura gestão do Estado.

Cida explicou que toda a equipe de gestão foi mobilizada para produzir relatórios sobre cada área do Estado, elencando ações em andamento e prioridades que precisam de atenção. “Pedi agilidade na apresentação deste material, para que possa colaborar com a equipe do futuro governo”, destacou.

Leia Mais »

Ratinho Junior com Hartung

A interlocução entre os gestores de diferentes Estados tem sido constante nesta época do ano. Recentemente, por exemplo, houve encontro de Ratinho Junior, governador eleito do Paraná com o governador do Espírito Santo, Paulo César Hartung. Economista e no terceiro mandato à frente do governo, a experiência de Paulo César pode servir de inspiração. Em seu terceiro mandato como governador, já foi deputado estadual, deputado federal, senador e prefeito de Vitória. A conversa aconteceu no início dessa semana, na residência oficial do governador capixaba, em Vitória, e teve como testemunha o vice-presidente da Alep, o deputado estadual Guto Silva.

Flavio, Carlos, Eduardo: quais funções exercem os 3 filhos de Bolsonaro

Todos são políticos e possíveis titulares de cargos de liderança no Legislativo, segundo perfil feito pela revista Veja
A Veja publicou perfil dos três filhos do primeiro casamento de Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes, mulher eleita vereadora no Rio nos anos 1990.
Atualmente, todos eles são políticos e possíveis titulares de cargos de liderança no Legislativo.
Flavio Bolsonaro, 37 anos, o mais velho, deputado estadual e senador eleito – é tido, até mesmo por adversários da família, como o mais moderado dos irmãos. Formado em Direito, vive na Barra da Tijuca com a mulher, Fernanda, e duas filhas. Antes de vencer o pleito para senador, com 4 milhões de votos, foi quatro vezes deputado estadual defendendo interesses de policiais. É o único do clã a tentar manter relações cordiais com adversários como Marcelo Freixo, do PSOL.
Leia Mais »

Desertores do Mais Médicos lutam na Justiça por trabalho no Brasil

Informa o O Estado de S. Paulo que pelo menos 150 médicos cubanos desertores do programa federal Mais Médicos lutam na Justiça para poder clinicar no Brasil de forma independente, fora do acordo entre Brasil e Cuba, ganhando salário integral. Esse grupo de profissionais moveu ações contra o Ministério da Saúde, o governo cubano e a Organização Panamericana de Saúde (Opas), segundo o advogado André de Santana Corrêa, que defende os estrangeiros.
Ele diz que, com a decisão de Cuba de sair do Mais Médicos, mais profissionais devem tentar permanecer no Brasil. “Desde ontem (anteontem), recebi muitas ligações de interessados em entrar com processo para ficar no Brasil”, afirma.
De acordo com o advogado, o principal argumento usado é o respeito ao princípio da isonomia. “Por que eles recebem um salário menor que os outros estrangeiros se fazem exatamente o mesmo trabalho que os outros médicos?”, questiona.
Do total de ações movidas por ele, cinco já tiveram liminares favoráveis aos médicos. “O problema é que quando chega nas instâncias superiores, indeferem porque sabem que causaria colapso econômico ao governo ter que pagar o salário integral a todos os médicos”, diz.