Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.

Fim da novela, Ogier Buchi
está no debate

Bem que tentaram, mas Ogier Buchi tem fibra e não se entregou. Vai participar do debate como candidato do PSL, o partido de Bolsonaro.

Ele sofreu fogo amigo. Intenso tiroteio na trincheira, E desconfia que a insistência em impedi-lo de participar partiu de companheiros que negociaram sua ausência com outro candidato.

Um debate que promete não dar sono

Menos engessado que o costumeiro, o debate de hoje na TV Band, a partir das 22h, deve permitir alguns embates entre os seis candidatos aptos a participar: deputado estadual Ratinho Junior, do PSD; a governadora Cida Borghetti, do PP; o deputado federal João Arruda, do MDB; o advogado Ogier Buchi, do PSL, o Professor Luiz Piva, do PSOL; e Doutor Rosinha, do PT.A mediação será do jornalista Douglas Santucci.

A primeira regra antidemocrática para definir os debates é a presença de candidatos em coligações com representação de pelo menos cinco parlamentares no Congresso Nacional, conforme prevê a Lei Eleitoral. Com isso, os candidatos Jorge Bernardi (Rede), Geonísio Marinho (PRTB), Professor Ivan Bernardo (PSTU) e Priscila Ebara Guimarães (PCO) não foram convidados. Um regra que é típica do continuísmo, só participa quem já está no poder.

O debate terá cinco blocos, começando com apresentação de 30 segundos para cada candidato, e na sequência cada um dos blocos terá rodadas de perguntas e respostas. Cada candidato terá direito a fazer uma pergunta e vai responder quantas vezes for solicitado.O tempo de pergunta é de 30 segundos, o de resposta, um minuto e meio, réplica, um minuto, e tréplica, um minuto. Ao todo serão 120 interações, com cinco blocos e cinco rodadas de perguntas e respostas. O último bloco será o das despedidas, cada candidato terá um minuto para considerações finais.

Outra novidade no debate deste ano é a autorização para que os candidatos tenham em mãos equipamentos eletrônicos, além dos papéis que sempre costumam acompanhar os participantes. O candidato ou candidata vai poder acompanhar tanto redes sociais, o que está sendo comentado no Twitter, no Facebook, e até conversar com os assessores. O debate deve durar duas horas e meia. A transmissão será feita simultaneamente pela Band TV em Curitiba, pelas rádios BandNews Fm Curitiba, Maringá e Paranaguá, e pelas TVs Maringá e Tarobá Cascavel e Londrina.

Três são pra valer, os outros candidatos são figurantes

Três candidatos são favoritos na disputa do governo do Paraná. Todos os demais, por enquanto, são figurantes. Ratinho Jr, do PSD, está na frente, organizou o maior time de notáveis à sua volta, conta com a popularidade do nome e do pai, armou-se de marqueteiros, publicitários, especialistas em redes sociais e que tais comandados pelo guapo Jorge Gerez. Enfrenta preconceitos pela extração social e o mesmo nome que o faz popular afasta camadas da parte de cima da pirâmide social. E não deixa de ser constrangedor o fato de ter sido secretário importante do governo Richa.

Cida Borghetti é fenômeno novo, que ascendeu ao céu das majoritárias quando assumiu o governo na saída de Beto Richa. É governadora, tenta a reeleição e em poucos meses mostrou competência no cargo e uma disposição incrível para enfrentar a guerra eleitoral. Seu desempenho é surpreendente. Saiu de 5% nas pesquisas e em meses chegou aos dois dígitos, 20%, os mais difíceis de conquistar. Também enfrenta preconceitos, principalmente por ser mulher. Sua campanha é comandada por Marcello Cattani, que participou de todas as de Beto Richa. Reuniu profissionais de diversas áreas e tem como principal apoio a agência de propaganda G/Pac.

O terceiro é João Arruda, do MDB, ainda uma incógnita. Entrou na disputa no fim do prazo de registro de candidaturas. Preencheu, como candidato de oposição, o vácuo político deixado por Osmar Dias, do PDT. Sua principal vantagem é essa, a de ser o único candidato sem vínculos com o governo anterior de Beto Richa. Essa condição lhe deu, de largada, 7% das intenções de voto, o que não é pouco. Seu principal apoiador é o senador Roberto Requião, campeão de vitórias em majoritárias no Paraná. Se conseguir mobilizar a incrível armata do MDB, tem grandes chances de sucesso. Enfrenta restrições de adversários, a principal de não ter experiência no Executivo. Seu marqueteiro é Paulo de Tarso, que tem no currículo vitórias com o PT e o MDB.

Casa de Romário penhorada

A situação está meio complicada pro baixinho. A Justiça mandou penhorar uma casa de R$ 6,4 milhões e uma previdência privada no valor de R$ 4,8 milhões que estão no nome de Zoraidi de Souza Faria, irmã de Romário (Podemos). A determinação visa garantir pagamento de dívidas.
Para justificar os bens em nome da mãe e da irmã, o peixe justificou que “dá o seu dinheiro para quem quiser”. Pelo jeito ele achava que poderia pagar o credor que quisesse também.

(Agência Câmara)

Quem são os 13 candidatos à Presidência da República

Veja,
Terminado o prazo para o registro de candidaturas à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral a corrida pelo Palácio do Planalto de 2018 tem, oficialmente, 13 candidatos. É o maior número em eleições presidenciais no Brasil desde 1989, a primeira da redemocratização, quando foram 22 os presidenciáveis.
Além de PT e PSDB, que polarizam as disputas pelo Planalto desde 1994, a eleição de 2018 terá um candidato do MDB após 24 anos, um do PDT depois de 12 anos e a estreia da Rede Sustentabilidade, criada em 2015, no cenário nacional.
Também estarão representados na urna com cabeças de chapa o PSOL, que vem lançando candidatos à Presidência em todos os pleitos desde 2006, PSL, PPL e PSTU, além de partidos que aderiram à tendência de abolirem siglas como nome: Podemos, Novo, Democracia Cristã e Patriota.
Confira quem são:
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A declaração de bens dos candidatos ao governo do Paraná

Está aberta para consulta pública no TSE a declaração de bens dos candidatos às eleições de 2018.
Dos que almejam o governo do Paraná, o ranking ficou assim:
– Ratinho Junior: R$ 13.431.360,60
– João Arruda: R$ 1.253.355,69
– Professor Jorge Bernardi: R$ 1.348.782,01
– Dr. Rosinha: R$ 768.662,67
– Cida Borghetti: R$ 481.287,30
– Professor Ivan Bernardo: nenhum bem cadastrado

O caixa dois de Serra

O governo da Suíça encaminhou para o Brasil uma papelada que complica a vida de José Serra. Os documentos reforçam a ideia de caixa dois na campanha ao governo de São Paulo em 2006.
Raquel Dodge gostou, porque o caso está no STF e ela insiste para que ele vá para Justiça Federal de São Paulo, sustentando que os fatos não se referem ao mandato de senador.
Os novos documentos fortalecem a tese de Dodge, abrindo espaço para continuidade das investigações.

(Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Quem será relator do caso Lula no TSE?

O PT registrou o pedido de candidatura de Lula e imediatamente pipocaram pedidos de impugnação no TSE. Eles foram encaminhados ao ministro Admar Gonzaga, depois sorteados para que Luis Roberto Barroso fosse o relator, e Barroso, por sua vez, mandou a batata quente para a presidente, Rosa Weber, porque segundo ele “a decisão cabe à Presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, a quem compete dirimir dúvida quanto à distribuição”.

(Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)

Ex-detento da Lava-Jato pede autógrafo a Japonês da Federal

Curiosos, fãs, familiares, amigos. Foi gente de tudo quanto é tipo no lançamento do “O Carcereiro”, livro escrito por Luis Humberto Carrijo que trata dos figurões presos pela Lava Jato e seus dramas.
Na fila para pegar um autógrafo de Newton Ishii, o Japonês da Federal, estava Flávio Henrique Macedo. Ele foi preso pela Lava Jato acusado de repassar propinas para José Dirceu através de uma de suas empresas. Macedo conheceu Ishii na prisão em 2016.

(Foto: YouTube/Reprodução)

As palavras mais citadas pelos presidenciáveis durante o debate

Radar,
As palavras mais citadas pelos presidenciáveis nas redes sociais durante o debate dão um bom panorama do que foi o primeiro encontro entre eles.
As palavras mais escritas por Álvaro Dias durante o evento foram #JuntosPodemosMais, #AlvaroDias e “empresários”.
Cabo Daciolo, claro, focou em assuntos religiosos: “deus”, “deus está no controle” e “deus será louvado”.
Ciro Gomes destacou a sua participação na televisão e nas eleições: #CiroNaBand, “milhões” e “Brasil”.
Por sua vez, Geraldo Alckmin apostou em pluralidade de temas ao abordar “indígenas”, “país” e “governo”.
Guilherme Boulos, como era de se esperar, focou em temas mais sensíveis como “aborto”, “debate” e “mulheres”.
Henrique Meirelles pontuou palavras-chaves de sua campanha, como #ChamaOMeirelles, “compromisso” e “país”.
Nas redes, Jair Bolsonaro mencionou sua participação no programa Infowars, com os termos “Alex”, “Brasil” e “Infowars”.
Marina Silva seguiu temáticas que são destaques no cenário político brasileiro: “Financiamento”, “baixarias” e “foro”.
O levantamento foi realizado pela Zheng.

(Foto: Nelson Almeida/AFP)

Menos carteira assinada, mais por conta própria

A pesquisa do IBGE também mostrou que diminuiu o número de trabalhadores com careira assinada. 74,9% dos empregados têm os direitos assegurados em carteira.
Os que trabalham por conta própria são 23.064 milhões, 113 mil a mais que no último levantamento, que foi no primeiro trimestre de 2018.

(Imagem: Google/Reprodução)

27 milhões sem trabalho, diz IBGE

Desalento: Ausência de alento; condição da pessoa que expressa falta de alento; que demonstra desânimo; abatimento ou esmorecimento.
(Dicionário Online de Português)

Subiu o número de pessoas em situação de desalento em 2018. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, desalentado é aquele que desistiu de procurar emprego. São 4,8 milhões de brasileiros nesta situação. Somados a outras categorias pesquisadas (trabalhadores subutilizados), os desempregados no Brasil chegam a 27,6 milhões. É o maior número desde 2012.
Os trabalhadores subutilizados são aqueles que procuraram empregos nos últimos 30 dias; que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais; e os poderiam trabalhar, mas não trabalham por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego para cuidar os filhos.

(Foto: Google/Reprodução)

A fake news petista

Gleisi Hoffmann entulhou o Facebook com a fake news de que a “candidatura de Lula foi confirmada”.
Isso não é verdade, o que ocorreu foi o registro do pedido do PT para que o chefe possa disputar as eleições ao Planalto.

 

Lula em super produção

Durante o registro da candidatura de Lula no TSE ontem, o PT montou uma estrutura de gente grande para captar imagens. Equipes de filmagens e fotógrafos se empoleiraram até nas coberturas de prédios vizinhos atrás de ângulos grandiosos do ato.
A próxima empreitada do partido será pedir ao TSE para que o petista possa gravar programas eleitorais. Sem o glamour das imagens externas, o lance acontecerá, no milagre da autorização, de dentro da Superintendência da Polícia Federal de Curitiba, onde o chefe está preso.

(Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

MP pretende acabar com 15 mil inquéritos parados

O Ministério Público mira em quase 15 mil inquéritos, registrados até 2015, que estão encalhados nas delegacias de Curitiba.
Para dar fim às cinco toneladas de processos, o MP criou uma força-tarefa com quatro promotores, assessores jurídicos e estagiários, que contam ainda com apoio de uma unidade própria da Polícia Civil, com delegada, dois escrivães e três investigadores.
A papelada acumula 9.954 inquéritos de crimes comuns (como furto, agressão, latrocínio e estelionato, entre outros) e 4.300 relacionados a violência doméstica.
A resolução dos casos está sendo feita com cruzamento de informações em bancos de dados, redes sociais, depoimentos audiovisuais e diligências externas.

(Foto: Ministério Público do Paraná/Divulgação)

Aécio feliz da vida

E que tal Aécio Neves? O mundo desabou depois da revelação de suas conversas com Joesley Batista: a irmã e o primo foram presos, antigas alianças se desfizeram e ele ficou conhecido como mais boca-suja dos políticos brasileiros. A derrocada popular e os enroscos com a Justiça parece que são coisas do passado. Tucanos de Minas avaliam que Aécio deverá ser o deputado mais votado no estado, com, pasme!, até 300 mil votos.

(Foto: Vímeo/Reprodução)

E os 30% para as candidatas?

Tem ação no TSE querendo derrubar a regra que destina 30% dos recursos dos fundos eleitorais às campanhas de mulheres.
A Corte começa a analisar hoje e a esperança dos partidos é pela decisão que a norma valha apenas para quem está a disputar cargos proporcionais.

 

(Imagem: Google/Reprodução)

3,2,1 valendo!

Está oficialmente aberta a temporada de tentar convencer eleitores.
Até dia 6 de outubro vale tudo, quase tudo: distribuição de santinhos, carreatas, comícios, faixas, bandeiras, adesivos, postagens pedindo voto.
Para os eleitores, em muitos casos só resta uma alternativa: um engov de hora em hora.

(Foto: Google/Reprodução)

Lula e seu batalhão de advogados

Para conseguir esticar a condição de candidato ao máximo, Lula tem um exército de advogados para servi-lo na área eleitoral. Nenhum deles tem relação com o partido, são todos profissionais, sem posição ideológica, só tratando tecnicamente do assunto.
Maria Claudia Bucchianeri atuará em Brasília; Luiz Fernando Pereira, no Paraná; e Fernando Neisser, em São Paulo.
Os irmãos e ex-ministros do TSE Fernando e Henrique Neves darão consultoria em pareceres.

(Foto: Paulo Whitaker/Reuters)

Internet será decisiva nas eleições

Especialistas em comunicação que se debruçam nos hábitos sociais afirmam que 147,3 milhões de eleitores brasileiros decidirão sobre o voto influenciados por conteúdos postados nas redes sociais. “Tem se especulado que esse pleito possa vir a ser a primeira eleição onde a internet assuma papel protagonista”, segundo o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, que já trabalhou em mais de 90 eleições majoritárias.
Por conta do sentido individual, interativo e frequente há mais chance de envolvimento dos eleitores, tanto para criticar quanto para apoiar.
A conta é simples: com tanta gente conectada, receber um conteúdo por WhatsApp de uma pessoa conhecida, por exemplo, tem mais importância que ligar a TV e observar um programa embalado com distanciamento, sem possibilidade de interação.