Fábio Campana | Política, cultura e o poder por trás dos panos.

Furto na Câmara

Uma nota publicada hoje pela CMC comunicou que:

A equipe de proteção patrimonial da Câmara recuperou um celular furtado, nesta manhã, de dentro do gabinete do vereador Zezinho Sabará (PDT). Um estagiário atendia uma pessoa procurando emprego quando, ao deixar o celular sobre a mesa enquanto se ausentou do ambiente, o funcionário do parlamentar teve o aparelho telefônico furtado. “Tem que rever a segurança na entrada dos anexos”, cobrou o parlamentar em plenário, após relatar o caso.

Não deu para entender direito o que aconteceu, mas parece que a culpa foi do desempregado.

Reinaldo Azevedo, pego em grampo pela PF, deixa a Veja

“PF divulga trechos de conversa minha com Andrea Neves, uma das minhas fontes, em que faço críticas a uma reportagem da VEJA. Pedi demissão. Direção aceitou”

Por Reinaldo Azevedo

Andrea Neves, Aécio Neves e perto de uma centena de outros políticos são minhas fontes.

Trechos de duas conversas que mantive com Andrea, que estava grampeada, foram tornadas públicas. Numa delas, faço uma crítica a uma reportagem da VEJA e afirmo que Rodrigo Janot é pré-candidato ao governo de Minas e que estava apurando essa informação. Em outro, falamos dos poetas Cláudio Manuel da Costa e Alvarenga Peixoto.

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Richa prova sua força


Quem disse que o PSDB e a liderança de Beto Richa estão minguando no Paraná? Pois, pois, há políticos e assemelhados que costumam ver a realidade pelo viés da sua vontade e acabam por quebrar a cara. Para contrariar os arautos da sinistrose tucana, Richa deu uma demonstração de sua vitalidade política. De uma tacada, filiou 50 prefeitos e vices de todo o Paraná. Não é de somenos. São lideranças que ao se alinharem a Richa fortalecem sua candidatura ao Senado, tornado-o o mais forte concorrente para uma das duas vagas. Sem adversário viável à vista.

Os adversários de Richa na disputa do Senado são extremamente frágeis. Dos atuais que precisam se reeleger, Gleisi Hoffmann, do PT, já desistiu. Vai tentar se eleger deputada federal para não perder o foro privilegiado. O outro é Requião, que se lança com toda a virulência contra Beto Richa e tenta abortar todas as alianças possíveis entre Beto e candidatos ao governo, especialmente Osmar Dias, que ele quer como parceiro.

Mais não há.

Da Itália, Requião ostenta, insufla e xinga

Do Palácio Vecchio na Florença (Itália), onde participa de uma reunião da Eurolat,o senador Requião (PMDB) tenta fazer o exercício da onipresença. Enquanto bebe bons vinhos Brunello e Chianti da região, tira fotos da placa com seu nome e passeia na terra de Dante, faz de conta que participa ativamente da vida brasileira. Para tanto, xingou senadores e deputados brasileiros de “canalhas” e convocou aos “brasileiros de verdade” a participação das manifestações de amanhã do time do “Fora Temer”. Tudo bem, ele não irá para as ruas, vai continuar em Florença a purgar sentenças e regras como a que segue: “O empenho e o desespero de parlamentares para votar supressão de direitos do povo mostra que nunca se preocuparam com corrupção. Canalhas. Aos meus amigos, brasileiros de verdade, recomendo participação nas manifestações de amanhã, 24/5”, disse no twitter.

Briga no Senado interrompe discussão sobre reforma

Informações da Folha de S. Paulo

A leitura do relatório da reforma trabalhista no Senado foi interrompida nesta terça-feira (23) por bate-boca entre parlamentares que se chamaram de “bandido” e de “vagabundo”.

A confusão começou quando o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) disse para Ataídes Oliveira (PSDB-TO) que ele “apoiava um governo corrupto”. O tucano respondeu chamando Randolfe de “bandido”, que retrucou: “me respeite, bandido é o senhor”. Ataídes se irritou e partiu para cima de Randolfe, chamando-o de “moleque” e “vagabundo”.

Outros senadores agiram para separar a briga. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN) chegou a se sentar à mesa para impedir a leitura do relatório, que seria feita pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES). O tucano deixou a sessão no meio da confusão, aconselhado pelo líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR).

Osmar Dias vai
aos deputados

Osmar DIas (PDT) visitou hoje o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Traiano (PSDB). A conversa teve a companhia dos deputados Nelson Scanavacca (PDT), Alexandre Curi (PSB), Luiz Claudio Romanelli (PSB), Márcio Paulik (PDT) e Nelson Luersen (PDT).

O encontro foi para aproximar o candidato a governador aos deputados que querem apoiá-lo e trocar ideias sobre o quadro partidário, pois Osmar é convidado insistentemente a mudar de partido. Decisão dificil. Mas a justificativa oficial saiu em comunicado formal, daqueles que dizem tudo e não dizem nada: “visa a formatação de projetos para o nosso estado, que tragam resultados positivos para a sociedade paranaense. Nosso Paraná precisa avançar”, disse.

Mais essa agora

A mala que a defesa de Rocha Loures devolveu à PF ontem à noite só tinha R$ 465 mil: 9.300 cédulas de R$ 50,00. Ninguém sabe, ninguém viu onde foram parar os R$ 35 mil faltantes.

A hora e a vez
de Paulo Maluf

A 1ª Turma do STF condenou o deputado Paulo Maluf (PP-SP) por lavagem de dinheiro a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, multa de R$ 1,302 milhão e a perda dos bens objeto de lavagem de dinheiro..
Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux votaram a favor da condenação, Marco Aurélio Mello votou pela absolvição, argumentando que o crime já está prescrito, o que impede a punição. Entretanto, o entendimento é de que lavagem de dinheiro é um crime permanente, o que significa que o ato de ocultar bens e valores que venham de atividades ilegais tem como contagem para prescrição o momento da descoberta e não do ato em si. O MPF responsabilizou Maluf por desvios de mais de US$ 172 milhões. Mas parte dos crimes já foi prescrita. Fachin considerou apenas desvios na ordem de US$ 15 milhões.

Sobre o acordo com os irmãos Batista

Rodrigo Janot, no Uol

“Embora os benefícios possam agora parecer excessivos, a alternativa teria sido muito mais lesiva aos interesses do país, pois jamais saberíamos dos crimes que continuariam a prejudicar os honrados cidadãos brasileiros […] Finalmente, tivesse o acordo sido recusado, os colaboradores, no mundo real, continuariam circulando pelas ruas de Nova York, até que os crimes prescrevessem, sem pagar um tostão a ninguém e sem nada revelar, o que, aliás, era o usual no Brasil até pouco tempo”,

A resposta da vereadora de Farroupilha

A vereadora Eleonora Broilo, que falou na Câmara de Farroupilha que “os nordestinos sabem muito bem se unir, sim, para roubar” conversou com o G1 e explicou o contexto em que sua fala foi feita.
Segundo ela, o que aconteceu foi uma divergência de ideia com um outro vereador, que havia afirmado que os políticos nordestinos é que sabiam fazer política. Como discordava da afirmação do colega, resolveu se manifestar sobre tema. “Achei que era uma afronta aos nossos políticos. Peguei o gancho e me manifestei sobre o assunto. Em cinco minutos eu não me manifestei como deveria. Fui infeliz”, admitiu.
“Respeito muito o povo daquela região, minha afiliada mora lá e eu gosto muito do nordeste. Eu jamais falaria mal daquele povo, que é honesto, trabalhador e sofrido. E eu respeito qualquer trabalhador que seja honesto”, acrescentou.

“Nordestinos sabem roubar, que é uma maravilha”, diz vereadora

O vídeo acima é da sessão de segunda-feira na Câmara Municipal de Farroupilha. Quem fala é a vereadora Eleonora Broilo, do PMDB. Em seu espaço no plenário, ela declarou “Eu acho que os nordestinos sabem muito bem se unir, sim, para roubar. Eles sabem ganhar propina. Eu acho que eles sabem se unir para aumentar a corrupção. Isso eu acho que eles são donos. Isso eu concordo plenamente. Talvez até eles não saibam nem falar muito bem, mas sabem roubar que é uma maravilha”.
Ao tentar consertar a fala, depois do alerta de um colega, mesmo tentando se explicar continuou com generalizações: “Eu não tinha me dado conta. Na realidade, eu só quis falar sobre o político nordestino. O povo nordestino é um povo que merece o nosso respeito pelo sofrimento dele. Eles não têm culpa nenhuma do seu político. Eu quis realmente falar sobre o político nordestino”.

França investiga suborno em venda ao Brasil

A política brasileira é um saco sem fundo de denúncias.
A imprensa francesa publicou no final de semana um caso investigado na Justiça daquele país que envolve, entre outras, as palavras Brasil, suborno, contrato, corrupção, Sarkozy e Lula.
Trata-se de uma suspeita de “corrupção de funcionários públicos estrangeiros” na venda (6,7 bilhões de euros) de quatro submarinos de ataque Scorpène, assinado em 23 de dezembro de 2008, no Brasil, pelos ex-presidentes Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva.
O Scorpène é um submarino convencional, de última tecnologia, fabricado pelo estaleiro naval francês DCNS (Direction des Constructions Navales Services) em cooperação com o espanhol Navantia.
Um porta-voz da DCNS disse que a companhia “não tem nada a ver com a Operação Lava Jato”, acrescentando que a empresa “respeita escrupulosamente, no mundo todo, as regras do Direito”.
No Brasil, a DCNS é parceira da BTP Odebrecht.

Greca: “Os servidores não me ouvem”

A votação dos doze projetos do pacotaço de Rafael Greca na Câmara ontem não conseguiu prosperar por conta de um protesto de servidores públicos.
Para acalmar ânimos e tentar encontrar um meio termo, o presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB) se comprometeu a conversar com o prefeito para que ele receba os sindicatos.
Rafael Greca respondeu: “Não adianta receber os servidores porque eles não me ouvem” e voltou a falar sobre a importância do Plano de Recuperação de Curitiba.

Reajuste de até 13,55% nos planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu que as operadoras de planos de saúde poderão reajustar os valores dos contratos individuais e familiares em até 13,55%, informou o Estadão.
A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta-feira, 19, deve encarecer as faturas de até 8,2 milhões de usuários desses tipos de plano. No entanto, as operadoras só podem aplicar o reajuste a partir do aniversário dos contratos, que é o mês em que cada um deles foi firmado com os clientes. O órgão regulador pede aos usuários de planos de saúde que fiquem atentos aos seus boletos de pagamento para observar se o porcentual de reajuste aplicado é igual ou menor que o permitido pela ANS.
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As dez praças mais perigosas de Curitiba

Com dados obtidos através de denúncias pelo número 153 ou por patrulhamento da Guarda Municipal, a Secretaria Municipal de Defesa Social mapeou as dez praças mais perigosas de Curitiba. O registro de crimes aumentou 279% nos primeiros quatro meses de 2017 em relação ao mesmo período de 2016. Segundo a Defesa Social, a elevação do número tem mais relação com o aumento de denúncias do que com o da criminalidade.
Consumo de drogas, roubo e perturbação do sossego são as ocorrências, pela ordem, mais atendidas pela GM.

As dez praças mais perigosas (os dados se baseiam em ocorrências registradas):

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17ª ação da Publicano

Foram denunciados mais 21 pessoas na Operação Publicano, que investiga esquema de corrupção dentro da Receita Estadual do Paraná.
São 18 auditores fiscais e três empresários acusados de cobrança de propina e sonegação de impostos. A 17ª ação da Publicano é de improbidade administrativa, que prevê aplicação de multas, demissões e recuperação do dinheiro supostamente desviado.

A investigação acontece desde 2014, em março de 2015 a Operação se tornou pública e desde então foram feitas prisões, depoimentos e acordos de delação premiada.
O esquema descoberto obedecia uma ordem: os auditores fiscais não faziam as fiscalizações corretamente e não autuavam os sonegadores. Depois, cobravam propinas dos empresários para anular débitos e reduzir, por meio de fraudes, o valor dos impostos.
Em dezembro de 2016, a Justiça condenou 42 réus na primeira sentença da operação.
A segunda sentença da Publicano, de 28 de março, condenou dois ex-auditores da receita a 10 anos de prisão por corrupção passiva tributária.

Lava Jato nas arenas da Copa

Depois de caminhar pelos gabinetes políticos, a Lava Jato chegou às arenas reformadas ou construídas para a Copa de 2014.
Os executivos da Odebrecht e da Andrade Gutierrez em suas delações confirmaram que dos doze estádios usados para cartel, pagamento de propinas e caixa dois, apenas a Arena da Baixada e o Beira Rio escaparam.

E já que estamos a falar do nosso Paranaense, Paulo Autuori deixa o comando técnico do time para assumir cargo de diretor de projetos.
Eduardo Batista, ex-Palmeiras, é o nome do substituto.

Quem é o próximo da lista?

Ricardo Teixeira está na mira de uma operação desencadeada hoje na Espanha. O ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell e sua mulher foram presos pela manhã, acusados de lavagem de dinheiro.
A investigação é sobre cobrança de comissões ilegais de direitos de imagem da seleção brasileira de futebol. Até agora, o valor está em US$ 16,8 milhões. A polícia espanhola utilizou dados obtidos pelo FBI na prisão de diversos dirigentes em maio de 2015, que prendeu, entre outros, José Maria Marin (que cumpre prisão domiciliar em Nova York).
E o que que Ricardo Teixeira tem com isso?
É uma longa, repetitiva e conhecida história…

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Janaína Paschoal: nem Temer, nem Aécio, nem FHC

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Janaína Paschoal, professora de direito penal da USP, é a coautora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Um resumo sobre o que ela disse em entrevista à Folha de São Paulo:

Michel Temer: a renúncia seria a saída menos dolorida.
Diretas já: não está previsto na Constituição.
Aécio Neves: não tem mais condições de compor o Senado.
FHC: só faz oposição de fachada, sou contra qualquer ideia de colocar FHC.
Sugestão de nome para o planalto: Carmen Lucia.

Temer erra ao menos
4 vezes ao comentar gravações da JBS


A Agência Lupa checou a veracidade de vários trechos da entrevista de Michel Temer à Folha, publicada na segunda-feira (22). Confira a seguir
:
“Quando [Joesley Batista] tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da [Operação] Carne Fraca”

FALSO A Operação Carne Fraca, realizada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de corrupção na fiscalização de carnes pelo país, foi deflagrada em 17 de março deste ano, dez dias depois da reunião que o presidente Michel Temer teve com o empresário da JBS. Em nota, o Palácio do Planalto reconhece que o presidente “se enganou”.

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